Se te cantar eu quero a sã beleza
Se te cantar eu quero a sã
beleza,
As tentativas tenho malogradas;
Pois que de ti as ninfas enciumadas
Travam-me a pluma, tomam-me a destreza.
As tentativas tenho malogradas;
Pois que de ti as ninfas enciumadas
Travam-me a pluma, tomam-me a destreza.
Veem dos verdes olhos a pureza
Maior ser que a da água em que, banhadas,
O canto a mim ocultam, provocadas
De te não alcançarem a nobreza.
Maior ser que a da água em que, banhadas,
O canto a mim ocultam, provocadas
De te não alcançarem a nobreza.
Se fulgem mais as douras tranças tuas
Que as áureas com que Febo acende o dia.
Senão este que canta as zangas cruas
Com que de tua graça prova dão?